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Sínodo, Grech e Koch aos bispos: garantir a dimensão ecumênica

Numa carta conjunta aos prelados responsáveis pelo ecumenismo, o secretário-geral do Sínodo dos Bispos e o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos pedem às comunidades cristãs para que se envolvam no processo que conduzirá ao Sínodo Geral de 2023.
“Garantir a dimensão ecumênica do caminho sinodal”, porque “a sinodalidade e o ecumenismo são processos de caminhar juntos”: escrevem os cardeais Mario Grech e Kurt Koch, respectivamente secretário-geral do Sínodo dos Bispos e presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na carta conjunta enviada aos bispos responsáveis pelo ecumenismo. “Em 9 de outubro, a Igreja católica lançou um processo sinodal sem precedentes”, sublinha a carta, que se encontra agora na sua primeira fase, ou seja, a fase diocesana. Convida-se a iniciar imediatamente pela escuta da “totalidade dos que têm o privilégio de levar o nome de cristãos”, isto é, todos os batizados, porque “uma Igreja sinodal é uma Igreja de escuta”. Os cardeais sublinham que “o diálogo entre os cristãos de diferentes confissões, unidos por um único batismo, ocupa um lugar especial no caminho sinodal”.

Ecumenismo é troca de dons
Ao mesmo tempo, visto que “o ecumenismo pode ser entendido como uma troca de dons”, recorda-se que “um dos dons que os católicos podem receber dos outros cristãos é a experiência e a compreensão da sinodalidade”. Como escreve o Papa Francisco na Exortação Apostólica “Evangelii gadium”, “em diálogo com nossos irmãos ortodoxos, nós, católicos, temos a oportunidade de aprender algo mais sobre o significado da colegialidade episcopal e sua experiência de sinodalidade. Através da troca de dons, o Espírito pode conduzir-nos cada vez mais à verdade e ao bem” (246).

A práxis dos delegados fraternos ao Sínodo
Além disso, destaca-se que a organização sinodal da Igreja católica tem “implicações ecumênicas significativas” que a tornam “um parceiro de diálogo mais crível”. Os cardeais Grech e Koch recordam que “a participação dos delegados ecumênicos no processo sinodal se tornou uma práxis habitual” não só no Sínodo dos Bispos, mas também nos Sínodos diocesanos. Esta é “uma oportunidade para promover ainda mais as relações ecumênicas em todos os níveis da Igreja”.

Participação ativa no processo sinodal
Portanto, a carta conjunta apresenta algumas propostas que, devidamente adaptadas aos vários contextos locais, podem levar à realização da dimensão ecumênica do processo sinodal nas dioceses e nas Conferências Episcopais do mundo. As propostas apresentadas estão divididas em faixas temporais específicas: de agora até o final de novembro, nas Igrejas locais, os bispos poderão enviar uma carta ou visitar pessoalmente os responsáveis das principais comunidades cristãs presentes no território para informá-los sobre o processo sinodal, convidá-los a participar das reuniões diocesanas pré-sinodais e encorajá-los a enviar reflexões escritas sobre o questionário incluído no Documento preparatório ao Sínodo Geral.

Promove a sinodalidade e a unidade dos cristãos
Sugere-se aos bispos responsáveis pelo ecumenismo nas Conferências Episcopais que enviem, até abril de 2022, uma carta aos representantes das demais comunidades cristãs e dos Conselhos Nacionais de Igrejas, para que participem da Assembleia que a Igreja nos diferentes países dedicará ao processo sinodal e apresentem suas observações. Desta forma, concluem os cardeais Grech e Koch, “a dimensão ecumênica do processo sinodal promoverá a sinodalidade e a unidade dos cristãos”.

Todas as fases do Sínodo
A XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos se realizará, no Vaticano, em 2023, sobre o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O Papa Francisco abriu oficialmente os trabalhos nos dias 9 e 10 de outubro, mas o que se abriu agora é apenas a primeira fase de um percurso de três anos de escuta, discernimento e consulta, dividido em três fases: diocesana, continental e universal.
A primeira fase, que as dioceses inauguraram em 17 de outubro e que se estenderá até 15 de agosto de 2022 sob a presidência do bispo local, prevê a consulta dos fiéis e será utilizada pela Secretaria Geral do Sínodo para redigir o primeiro Instrumentum laboris. Em seguida, terá início a segunda fase que, até março de 2023, envolverá o diálogo “continental” das Igrejas sobre o referido Documento de trabalho. A partir desse diálogo, a Secretaria sinodal elaborará um segundo Instrumentum laboris que será distribuído em junho de 2023. Por fim, em outubro do mesmo ano, será aberta a terceira e última fase, com o Sínodo “universal” marcado no Vaticano.

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