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Diocese de Viana: Recuperação da Pastoral da Criança está a dar os primeiros passos

Reorganizar a Pastoral da Criança e dinamizá-la é um dos objectivos da Diocese de Viana, neste primeiro ano do triénio dedicado à criança.
Para tal foi indicada como responsável de todo esse trabalho a irmã Jovina Martins Costa, da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo.
A religiosa que tem também a missão de identificar sinais e traços já existentes, fruto de um trabalho anterior já feito e que desapareceu, traçou linhas mestras que vão suportar esta nova fase. Elas passam por “diminuir as doenças e mortes facilmente preveníveis entre crianças e mulheres; despertar e capacitar lideranças comunitárias para que integrem a acção profética missionária da pastoral da criança; criar condições para que a mulher se torne agente de promoção de si mesma, de sua família; acompanhar as família, ajudando-as a assumir a responsabilidade e missão de cuidar da saúde; trabalhar na construção da autoestima das líderes, coordenadoras, gestantes, crianças e outras pessoas da família”.
Os desafios a enfrentar são muitos e por essa razão a irmã Jovina faça um apelo às pessoas de boa vontade. “Todos nós somos responsáveis a ter um olhar de cuidado solidariedade responsabilidade pela vida da criança. Para que a Pastoral da Criança aconteça é necessário que as mamã, os profissionais de saúde, e todas as pessoas queiram abraçar essa causa.”
As pessoas que se juntarem a essa pastoral vão, disse a religiosa, ter uma formação específica para que possam estar dentro daquilo que é a filosofia de trabalho.
A Pastoral da Criança, atende pessoas dos zero aos seis anos de idade. Durante esse período o acompanhamento é total de formas a proporcionar quer a mãe quer a criança condições para que possam viver esse tempo sem grandes sobressaltos.
Gestação, aleitamento e nutrição são fases chave da vida de uma criança. Tendo em conta a realidade do território da Diocese de Viana e as áreas pastorais que se cruzam, a irmã Jovina reconhece que terão “dificuldades”, mas “nada que um bom diálogo, não ajuda a resolver situações difíceis.” Aqui entra o trabalho em parceria com outras pastorais como a da caritas e a da saúde. A parceria se inscreve no âmbito de um outro objectivo chave: “uma qualidade de vida melhor para as mamãs e os seus miúdos.”
Importante realçar que a Pastoral da Criança, não é uma ONG. Ela é “um órgão da Igreja, é uma pastoral mesmo. Uma ONG tem outros víeis que podem até comungar com a Pastoral da Criança, mas ela – a Pastoral da Criança – não é uma ONG”.
Apesar de pertencer a Igreja Católica, ela é uma pastoral que atinge a criança e adultos sem olhar à religião. Ela tem um cunho ecuménico muito grande. “Ela nasceu na Igreja Católica, porém, todas as pessoas de outras religiões ou que não tenham religião, podem fazer parte dela, desde que dentro de cada uma haja um grande cuidado pela vida. Esse é o cunho principal e que essa vida esteja ligada a Deus”.
A Pastoral da Criança começou na década de oitenta, no Brasil, uma iniciativa de Dom Paulo Evaristo Arns, então Cardeal de São Paulo, Dra. Zilda Arns, médica e Dom Geraldo Majella Agnelo, então Arcebispo de Londrina.
A Angola a Pastoral da Criança chegou a vinte e um anos, pela mão de Dom Óscar Lino Lopes Fernandes Braga, então Bispo de Benguela. Dom óscar Braga convidou a Dra. Zilda Arns a visitar Angola para falar sobre essa pastoral, seu funcionamento e seus benefícios.
Razões várias fizeram com que a Pastoral da Criança fosse decaindo, no entanto hoje os Bispos veem a necessidade dela ser retomada. É o que Dom Emílio Sumbelelo está a fazer neste momento na Diocese de Viana.
No passado mês de Outubro, por ocasião do dia da Diocese, Dom Emílio Sumbelelo havia feito menção ao facto, ao dizer: “Precisamos de acordar a Pastoral da Criança. Precisamos de recuperar o belo e lindo trabalho que a Pastoral da Criança realizou junto das nossas paróquias, com as nossas famílias (…) Precisamos de rebuscar este grande instrumento de pastoral que nós temos”.
A religiosa que está a frente dos trabalhos de recuperação da Pastoral da Criança, esteve na primeira semana do mês de Março, na Rádio Maria para falar sobre o assunto. Ela revelou que neste momento o trabalho está a passar também pelo contacto com as paróquias da Diocese, para uma maior divulgação.

Sammy de Jesus

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