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8º Dia – O que vimos e ouvimos nos gestos de compaixão

Oração Inicial

Deus Pai, Filho e Espírito Santo,
comunhão de amor, compaixão e missão.
Nós te suplicamos:
Derrama a luz da tua esperança
sobre a humanidade que padece a solidão,
a pobreza, a injustiça, agravadas pela pandemia.
Concede-nos a coragem para testemunhar,
com ousadia profética e crendo que
ninguém se salva sozinho,
tudo o que vimos e ouvimos de Jesus Cristo,
missionário do Pai.
Maria, mãe missionária,
e São José, protetor da família,
inspirem-nos a sermos missionários
da compaixão e da esperança.
Amém


1.Olhar para a vida
A: Irmãos, bem-vindos ao oitavo dia da nossa jornada Diocesana. Está cada vez mais difícil a vida
de milhares de famílias de diferentes províncias de Angola afectadas pela seca e fome. A problemática
não esta a atingir apenas a região mais ao sul do país (Cunene, Cuando cubango, Namibe, Huila). No leste
de Angola mais concretamente na província do Moxico, o fenómeno da seca e fome já começou a fazer
vítimas mortais, fundamentalmente pessoas que vivem em zonas recônditas onde o acesso é complicado
devido ao mau estado das estradas.
A Soba, alta autoridade tradicional da localidade dos Bundas lançou o grito de socorro aquém de direito
para a resolução do problema e explicou que devido a Fome, a população para sobreviver esta a consumir
frutos silvestres e os mais jovens estão abandonar as aldeias em busca de sobrevivência na vizinha
República da Zâmbia.


L1: Entretanto a acção da Igreja para com as vítimas da seca e da fome no país, esteve entre os
pontos analisados na reunião ordinária do Conselho Permanente da CEAST que decorreu de 13 a 14 de
Agosto, em Luanda. Entre as províncias que sofrem com este fenómeno, também está o Namibe, onde o
bispo local Dom Dionísio reconheceu a existência da fome e apelou por soluções concretas. Em Maio, o
Presidente República de Angola João Lourenço visitou o Namibe e o Cunene, para constatar o impacto da
estiagem prolongada nestas províncias. O executivo angolano já disponibilizou um fundo de para acudir
as vítimas.

L2: Diante da pandemia, as Igrejas são um dos espaços mais procurados pelas famílias em
situação de vulnerabilidades. Revela-se como um compromisso de cristãos e cristãs no cuidado com as vidas ameaçadas.


L3: Na mensagem para o Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco nos diz: “Neste tempo de
pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome de um
distanciamento social saudável, a missão de compaixão é urgentemente necessária por sua capacidade
de fazer desse distanciamento recomendável uma oportunidade de encontro, cuidado e promoção”.


L1: Isso também se aplica a nós: o atual momento de nossa história não tem sido fácil. A situação
da pandemia evidenciou e ampliou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que tantos já
padeciam. Desmascarou nossa falsa sensação de segurança e revelou fragmentações e polarizações que
nos dilaceram silenciosamente.


L2: A misericórdia que experimentamos, pode se tornar um ponto de referência e fonte de
credibilidade, permitindo recuperar a paixão partilhada e criar “uma comunidade de pertença e
solidariedade, à qual possamos dedicar nosso tempo, esforço e bens” (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti,
36). A Palavra de Deus nos redime diariamente e salva das desculpas que nos levam ao mais vil dos
ceticismos: “É tudo igual, nada vai mudar”. E diante da pergunta: “Que adianta me privar das minhas
garantias, comodidades e prazeres se não vejo nenhum resultado importante?” A resposta sempre é esta:
“Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder.

2.A Palavra de Deus ilumina nossa vida
Canto: Onde reina o amor, fraterno amor. Onde reina o amor, Deus aí está.

Leitura do texto Bíblico
At 4,32-35 (ler duas vezes)

L2: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas
que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grande poder, os apóstolos davam
testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e sobre todos eles descia generosamente a graça de Deus.
Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, as vendiam, traziam
o dinheiro e o depositavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de
cada um”. O que diz o texto?


L2: O texto apresenta um resumo sobre o ideal de vida das primeiras comunidades cristãs que
fazem despontar uma nova sociedade. Trata-se de vida em comum, de viver novas relações, de ser
unidade: – “uma só alma e um só coração” – por meio do esforço de cada pessoa que faz parte da
comunidade.


L3: Havia, certamente, conflitos internos e desentendimentos. Mas, o que animava e unia as
pessoas era o desejo de vivenciar o ideal de vida cristã. A comunidade cristã colocava em prática os
ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, por meio de sua maneira de viver a partilha, a solidariedade, a
acolhida aos necessitados, rejeitados e impuros.


L1: Nessa comunidade não havia necessitados porque tudo era colocado em comum. A partilha
não é uma lei, mas um gesto espontâneo que nasce da solidariedade e generosidade de cada pessoa. O
livro dos Atos insiste na partilha dos bens materiais. A riqueza é associada às situações de injustiça e de
pecado. O apego ao dinheiro é oposição ao anúncio da Boa Nova.

L2: O dinheiro precisa ser dividido com os pobres e necessitados. As comunidades cristãs, tendo
como proposta a partilha dos bens com os pobres, retomavam o sonho de uma sociedade igualitária, já
presente no Antigo Testamento.


L3: Sempre esteve e está presente no coração da humanidade, o sonho de ter tudo em comum.
Para realizá-lo, é preciso fazer a partilha do pão e a prática da solidariedade nas pequenas coisas do dia
a dia. Não é fácil viver em comunidade.


L1: É preciso a força do Espírito, bem como o testemunho e o apoio de outras pessoas que vivem
a partilha e a luta por uma sociedade de iguais. Mas, a fé na ressurreição faz acontecer essa nova vivência.

Para conversar em grupo
• O que Deus quer dizer para nós?
• O que o texto nos faz dizer a Deus?
Preces
A: Invoquemos a Deus fonte de toda a compaixão e paternidade no céu e na terra e digamos:
Todos: Pai Santo, que estais nos céus, ouvi-nos!

1.Criador de todas as coisas, que nos confiastes a obra de vossas mãos, fazei com que toda a
humanidade cultive, em suas iniciativas, a sensibilidade para que todos tenham vida digna, digamos.

2.Deus de toda a justiça, que amais os justos, dai-nos a graça de caminhar na vida praticando o
que vos agrada, digamos.

3.Fortalecei com a vossa graça, homens e mulheres para que, a exemplo das primeiras
comunidades cristãs, saibam repartir o que tem com os que menos têm, digamos.

3.Compromisso com a vida
A: Conversar com os participantes do grupo: Quais iniciativas o nosso grupo pode assumir para
ajudar na superação da fome e da miséria?

4.Celebrar a vida Todos:
Trindade Santa, que saístes em missão para revelar a Boa-Nova a toda a humanidade, suplicamos
a Vós: acompanhai-nos para sermos solidários com os povos, os que vivem tão sofridos diante da
pandemia da COVID-19. Que nossa prece e nossa ajuda sejam generosas em favor desses nossos irmãos
e irmãs.
A: Unidos rezemos um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai.
A: Que nosso Deus Trindade, fonte transbordante de amor, abençoe todo homem e mulher de
boa vontade que exercem sinais de compaixão e solidariedade com os povos que vivem na pobreza, em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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