ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL 2025
TEMA: 20 Ano do Triénio Pastoral (2025-2026)
“DISCÍPULOS CHAMADOS, INSTRUÍDOS PELO SENHOR”
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
De 03 a 06 de dezembro de 2025, decorreu no Salão Paroquial da Paróquia de São Francisco de Assis — Sé Catedral — a Assembleia Diocesana de Pastoral, tendo como foco 0 20 ano do Triénio Pastoral da CEAST dedicado aos Ministros Ordenados e à Vida Consagrada sob o tema “Discípulos Chamados, Instruídos Pelo Senhor ‘ A assembleia de Pastoral foi presidida pelo Reverendo Padre Fila José Zua Cassule, mandatado por Sua Excelência Reverendíssima Dom Emílio Sum belelo, Bispo da Diocese, que depois se juntou a Assembleia a partir do terceiro dia de trabalho, e contou com a presença de aproximadamente 142 delegados, entre sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos das coordenações diocesanas convocados para o efeito.
Os participantes, no final de quatro dias de trabalhos, chegaram as seguintes conclusões e recomendações para acompanhar a vivência deste segundo ano do Triénio pastoral a nível das comunidades Cristãs, Pastorais e Movimentos:
- As comunidades cristãs devem conhecer melhor o rico dom do ministério sacerdotal e da vida consagrada que Deus concede à Igreja. Durante este ano do triénio, os cristãos devem aprofundar o sentido dessas vocações.
- É fundamental que o Povo de Deus reze pelas vocações como pede O Senhor (Mt 9,37-38). O objetivo é garantir que nunca faltem na Igreja os ministros que distribuam o Pão da Vida e concedam o perdão de Deus, nem os carismas de santidade que embelezam o Corpo de Cristo.
- A promoção das vocações é um dever e um sinal de vitalidade cristã. As comunidades cristãs devem promover as vocações através de iniciativas de pastoral vocacional; é imperativo o fortalecimento das equipas de acompanhamento vocacional das nossas paróquias, envolvendo os padres, religiosos, religiosas e casais idóneos; estas iniciativas devem estar alicerçadas em fecunda pastoral juvenil e em boa catequese.
- O Povo de Deus tem o dever de ajudar os vocacionados, o que se estende para além do plano espiritual. Esta ajuda abrange o encorajamento e o suporte espiritual e material; inclui o acompanhamento humano e espiritual, que auxilia os ministros ordenados e consagrados nos momentos difíceis, de solidão e de provação.
Pelo que se recomenda:
1 A preparação de catequeses, sessões de formação e palestras específicas; assim como a organização de feiras vocacionais, testemunhos vocacionais de padres, religiosos e religiosas.
2 A realização de iniciativas de oração pelas vocações: adorações, terços vocacionais e encontros juvenis orientados para a oração vocacional, especialmente nas quinta-feira. Os diversos movimentos e pastorais assim como as turmas de catequese aquando dos seus encontros façam, no final dos encontros, a oração pelas vocações, solicitando ao Dono da Messe que envie operários e conserve na perseverança e santidade os já chamados. As celebrações bimensais a nível das Zonas de Pastoral podem continuar.
3 A realização de encontros com as equipas de acompanhamento vocacional a nível das paróquias a cada mês, nas zonas trimestralmente e a nível diocesano conforme o programa do Secretariado Diocesano; igualmente a realização dos encontros dos grupos de vocacionados mensalmente nas paroquias trimestralmente a nível dos arciprestados e duas vezes a nível diocesano (26 de abril e 01 de agosto); os párocos devem fazer um acompanhamento personalizado dos vocacionados da sua paróquia. A equipa da pastoral vocacional deve igual mente manter contacto com as famílias dos vocacionados através de encontro e visitas. Recomenda-se ainda a realização de feiras vocacionais a nível diocesano no domingo de oração pelas vocações e a nível de zona no mês vocacional (agosto), envolvendo a pastoral vocacional, familiar, juvenil e catequética. Para tudo isto é essencial o envolvimento de todos os sacerdotes e religiosos(as) da nossa Diocese.
4 A animação dos fiéis à solidariedade material para a devida manutenção dos sacerdotes, das comunidades religiosas e dos seminários, com coletas mensais (20 domingo), igualmente se ria oportuna a reativação da coleta anual para as casas de formação dos religiosos e religiosas no 50 domingo da Páscoa,
Analogia: A forma como as comunidades cristãs devem acompanhar este triénio, através destas propostas, assemelha-se a uma horta que nutre os seus jardineiros. Não basta pedir que as flores desabrochem (as vocações); é preciso conhecer as necessidades do solo, orar para que chova, promover as sementes jovens, e ajudar materialmente na manutenção das ferramentas e do terreno (seminários e comunidades). Sem esta sustentação integral da comunidade, os chamados (os jardineiros) não conseguem cumprir a sua missão de beleza e fidelidade.
Viana 06 de dezembro de 2025