
Por: Fernandes Sebastião| 19 de setembro de 2026
Vários catequistas das diferentes paróquias da Diocese de Viana participaram, neste sábado, 19 de setembro de 2026, na celebração Eucarística de abertura do Ano Catequético 2026/2027, realizada na Sé Catedral de Viana.
A celebração foi presidida por Dom Emílio Sumbelelo, Bispo da Diocese de Viana, e concelebrada por sacerdotes do clero diocesano, contando igualmente com a presença de religiosos, religiosas, párocos, reitores e catequistas de diversas comunidades.
Durante a homilia, Dom Emílio Sumbelelo começou por agradecer aos párocos e reitores pela presença, bem como às religiosas pelo seu testemunho e dedicação à missão evangelizadora, recordando a passagem: “Recebestes de graça, dai de graça.”
O Bispo explicou que, naquela ocasião, não faria propriamente uma homilia, mas uma catequese dirigida aos próprios catequistas, à semelhança da missão que eles desempenham nas comunidades.
Partindo do Evangelho segundo São Mateus (Mt 28,16-20), que apresenta o mandato de Jesus: “Ide, pois, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, Dom Emílio destacou que esta passagem contém uma mensagem universal e apresenta a missão de cada baptizado.
Segundo o Bispo, a catequese é um processo de evangelização e dá continuidade ao trabalho missionário daqueles que lançaram a primeira semente da fé. Explicou ainda que a palavra evangelização tem origem no termo grego Evangelion, relacionado com o anúncio da Boa-Nova.
Dom Emílio Sumbelelo deixou três recomendações para uma catequese mais comprometida com a missão evangelizadora:
1. A catequese deve ter um carácter missionário
O Bispo apelou aos catequistas a visitarem as famílias dos catequizando, procurando conhecer a realidade em que vivem. Segundo Dom Emílio, é necessário superar o comodismo, pois o contacto com as famílias pode ajudar a compreender e motivar melhor cada criança e adolescente.
2. A catequese deve ser vivida
Dom Emílio destacou a necessidade de os catequistas se prepararem continuamente para poderem preparar melhor os catequizando. A missão exige formação, testemunho e compromisso pessoal com a fé.
3. A catequese deve ser permanente
O Bispo sublinhou que a formação cristã não deve limitar-se às diferentes etapas da catequese. Recomendou a criação de grupos de reflexão, encontros bíblicos, retiros espirituais e outras iniciativas de formação, salientando que este processo deve começar pelo próprio catequista.
Por sua vez, o responsável diocesano pela Catequese, Padre Daniel de Kanhanma, manifestou a sua gratidão a Deus e agradeceu a Dom Emílio Sumbelelo pela orientação e pelos ensinamentos transmitidos durante a celebração.
O sacerdote apelou aos catequistas para colocarem em prática os ensinamentos recebidos e agradeceu igualmente aos sacerdotes, religiosos, religiosas e catequistas pela participação na abertura do novo ano catequético.
O responsável revelou ainda que cerca de 51 mil catequizando foram inscritos para o novo ano catequético na Diocese de Viana.
Entre as actividades previstas para este ano, destacou o Dia dos Catequistas, marcado para os dias 22 e 23 de maio, na Sé Catedral de Viana, e o encerramento do ano catequético, previsto para o dia 19 de junho.
Durante a celebração, Padre Fila Cassule recordou também aos catequistas que, no âmbito das festividades de São Francisco de Assis, no dia 4 de outubro, serão realizadas ordenações sacerdotais e diaconais na Paróquia do Santíssimo Redentor, no Kilamba.
A celebração Eucarística terminou por volta das 12 horas, com a bênção de Dom Emílio Sumbelelo e o compromisso dos catequistas provenientes das diversas paróquias da Diocese de Viana.